Casa de Passagem II supera taxa de reintegração social dos últimos dois anos – Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu


Entre janeiro e junho deste ano, a Casa de Passagem II acolheu 157 pessoas.

 

 

A Casa de Passagem II registrou, no primeiro semestre deste ano, uma taxa de reintegração social de 6,2% entre as pessoas acolhidas. O resultado é superior aos índices registrados nos dois anos anteriores. Em 2025, a taxa foi de 3,59%, enquanto em 2024 ficou em 3,57%.

Entre janeiro e junho deste ano, a Casa de Passagem II acolheu 157 pessoas, totalizando 161 entradas e reingressos. O número de entradas é superior ao de pessoas atendidas porque alguns acolhidos passaram pela unidade mais de uma vez.

Entre os acolhidos, estão 10 histórias de recomeço registradas no semestre. Foram oito conquistas de autonomia, relacionadas à obtenção de emprego, aluguel ou moradia, além de duas reinserções familiares. Um dos exemplos mais recentes é do seu Paulo Henrique Rosa de Souza, que no fim do mês passado se formalizou como microempreendedor individual (MEI). Chegar até esse momento foi possível com o apoio da equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio do projeto Ambiência Participativa, desenvolvido na Casa de Passagem II. O projeto valoriza e incentiva a atuação dos acolhidos na manutenção dos espaços coletivos para gerar um sentimento de pertencimento, além de reconhecer os conhecimentos e habilidades individuais.

“Os resultados demonstram que o trabalho da Casa de Passagem II vai além do acolhimento temporário, buscando criar condições concretas para que as pessoas em situação de rua reconstruam vínculos, desenvolvam autonomia e estabeleçam novos projetos de vida. Cada trajetória de reinserção representa o resultado de um trabalho técnico e humanizado executado por uma equipe competente e comprometida, além de uma intensa articulação com a rede, que procura reconhecer as potencialidades de cada pessoa e fortalecer seu protagonismo para a superação da situação de rua”, comenta o Diretor da Proteção Social Especial, Sidney Ribeiro.

Outro resultado que se destaca é no número de encaminhamentos para a rede de serviços neste mesmo período. Foram realizados 148 encaminhamentos, dos quais 131 foram para a área da saúde, como consultas, exames, atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), acionamentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e acesso a medicamentos. O número representa 88,5% das articulações com a rede de serviços realizadas pela equipe.

Foram ainda realizados avanços no trabalho. O acompanhamento dos acolhidos foi aprimorado com a qualificação técnica dos registros no Plano Individual de Atendimento (PIA). Desde março, a equipe passou a intensificar o preenchimento detalhado dos relatórios e dos planos e isso permitiu registrar de forma mais precisa as necessidades, os avanços e as estratégias de atendimento de cada pessoa acolhida.

“O PIA é uma ferramenta fundamental para organizar e qualificar o acompanhamento da pessoa em situação de rua durante o acolhimento. A partir dele, conhecemos a trajetória, as necessidades e as potencialidades de cada pessoa e construímos, de forma pactuada, objetivos e estratégias para o atendimento. Na perspectiva do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o acolhimento não é apenas uma resposta à situação de rua, mas um espaço de proteção, de acesso aos direitos, fortalecimento de vínculos e construção de autonomia. O PIA nos permite acompanhar os avanços, articular os encaminhamentos com a rede e trabalhar, junto com cada pessoa, a construção de novas possibilidades e projetos de vida”, explica a coordenadora da Casa de Passagem II, Ivana dos Santos Batista.

Buscando desenvolver o serviço prestado e possibilitar novos recomeços, agora a Casa de Passagem II deu início a um novo projeto chamado Alfabetização Cidadã. “O Projeto Alfabetização Cidadã foi pensado a partir de uma demanda identificada no cotidiano da Casa de Passagem e tem como objetivo ampliar a autonomia e o acesso a direitos. Trabalhamos o letramento a partir de situações práticas, como compreender documentos, assinar o próprio nome, utilizar ferramentas digitais e acessar serviços públicos. É uma proposta que valoriza os saberes e a trajetória de cada acolhido, fortalecendo sua autonomia, autoestima e suas possibilidades de inserção social e no mundo do trabalho”, explica a coordenadora.


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Fonte: Franciele John

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