Países árabes do Golfo Pérsico cancelaram reunião com Irã e Omã prevista para esta segunda-feira (14) sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto os houthis do Iêmen atacaram novamente a Arábia Saudita. Tais medidas prejudicam ainda mais o abastecimento global de petróleo.![]()
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Praticamente fechado desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, Ormuz é a rota marítima de transporte de petróleo mais importante do mundo.
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, anunciou durante a madrugada que a reunião havia sido adiada “em prol do consenso”. O Irã afirmou que o adiamento ocorreu a pedido da Arábia Saudita.
Houthis atacam Arábia Saudita
Os houthis, aliados do Irã, afirmaram ter disparado dezenas de mísseis e drones nesta segunda-feira contra uma base aérea militar saudita em Khamis Mushait, perto da fronteira.
O ataque atingiu hangares, sistemas de radar, pistas de decolagem e depósitos de munição. Eles descreveram o ataque como uma retaliação às centenas de ofensivas aéreos sauditas contra o Iêmen nos últimos dias.
As autoridades sauditas anunciaram breves alertas de emergência na região e em outras três cidades do Sul que já haviam sido alvo de ataques dos houthis.
Os houthis tomaram a ilha situada na foz do Mar Vermelho na sexta-feira (11). Outra ação danificou o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita – principal rota para o petróleo do Oriente Médio que contorna o Estreito de Ormuz.
Preço do petróleo dispara
Os preços do petróleo bruto subiram mais de 3% nesta segunda-feira, quando o mercado reabriu após o fim de semana. O preço médio de varejo do diesel nos Estados Unidos atingiu novo recorde, ao ultrapassar US$6,23 por galão.
Operadores do mercado financeiro afirmam que o fechamento do oleoduto saudita poderia reduzir em até 4% o abastecimento global de petróleo, a menos que seja reaberto nos próximos dias.
Imagens de satélite mostram trechos do oleoduto danificados por incêndios.
Enquanto isso, o Irã divulgou uma lista de 77 navios que, segundo o país, teriam violado seus protocolos para operar no Estreito de Ormuz.
Qualquer embarcação da lista enfrentaria “restrições em futuras passagens, incluindo multas, detenção ou confisco”, e outras que os auxiliassem ao aceitar transferências de carga seriam adicionados à lista.
*Com informações da Reuters.
