Participação da comunidade é fundamental para o sucesso do método.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) intensificou as ações de orientação e mobilização da população nos bairros que participam da 2ª etapa do Método Wolbachia, em Foz do Iguaçu. A nova fase beneficia mais de 140 mil pessoas. Desde junho, as equipes visitam moradores para apresentar o projeto, esclarecer dúvidas e incentivar a participação da comunidade. O envolvimento da população é fundamental para o sucesso do método.
Até o dia 30 de junho, foram visitadas 8.559 residências nos bairros Jardim Maracanã, Três Bandeiras, Jardim Panorama e Cidade Nova. No período, 9.149 moradores receberam orientações sobre o Método Wolbachia. As visitas continuam nas próximas semanas.
A 2ª etapa do projeto contemplará os bairros Jardim Alvorada, Jardim Bourbon, Jardim Maracanã, Itaipu B, KLP, Porto Belo, Três Bandeiras, Vila Portes, Jardim Ipê, Itaipu A, Campus do Iguaçu, Jardim Lancaster, Jardim Carimã, Parque Monjolo, Porto Meira, Jardim Panorama, Jardim São Roque, Morumbi (parcial), Cidade Nova, Centro Cívico, Náutica, São Roque, Centro, Três Fronteiras, Portal da Foz, Mata Verde, Jardim Cataratas e Lote Grande.
As atividades de engajamento da população tiveram início ainda em maio. Entre os dias 4 e 8, foi realizada a Pesquisa de Base nos bairros que receberão a soltura dos Wolbitos. Ao todo, 727 moradores responderam aos questionários, que avaliaram o conhecimento da população sobre o Método Wolbachia e forneceram informações para orientar as estratégias de comunicação e participação comunitária.
Também em maio, o projeto chegou às escolas estaduais do município. Entre os dias 12 e 28, a equipe de Educação em Saúde do CCZ promoveu atividades educativas em nove colégios estaduais, alcançando 5.663 estudantes. Durante os encontros, foram apresentadas informações sobre o Método Wolbachia, a prevenção das arboviroses e a importância da colaboração da população.
Para ampliar a divulgação das informações, cerca de sete mil panfletos informativos e 40 cartazes institucionais produzidos pela Wolbito Brasil estão sendo distribuídos nas escolas municipais. O material leva orientações aos estudantes, familiares e profissionais da educação.
Na próxima sexta-feira (3), uma atividade educativa sobre o Método Wolbachia será realizada na Escola Municipal Rosália de Amorim Silva. A ação busca conscientizar os alunos sobre o papel de cada cidadão no combate ao mosquito Aedes aegypti e apresentar o método de forma lúdica e interativa. A atividade ocorrerá no período da manhã, a partir das 8h30.
A liberação dos mosquitos está prevista para iniciar no segundo semestre deste ano e será realizada ao longo de 26 semanas. Paralelamente ao período de soltura, terá início o monitoramento em campo para acompanhar o estabelecimento dos mosquitos com Wolbachia nas áreas de intervenção.
A iniciativa reforça as ações de enfrentamento às arboviroses em Foz do Iguaçu. De acordo com o Boletim Epidemiológico da Dengue, do Ano Epidemiológico 2026, o município registrou 3.146 notificações da doença, das quais 28 casos foram confirmados, 2.924 descartados e não houve registro de óbitos. O Método Wolbachia atua como uma estratégia complementar às ações de vigilância, controle do mosquito e eliminação de criadouros, contribuindo para reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya.
O método
O Método Wolbachia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que possuem a bactéria Wolbachia. Naturalmente presente em alguns insetos, a bactéria reduz a capacidade de transmissão de arboviroses como dengue, zika e chikungunya.
A Wolbachia é repassada aos mosquitos por meio da reprodução. Quando os Wolbitos são liberados em campo, eles se reproduzem com os mosquitos locais e seus descendentes passam a carregar essa proteção, reduzindo progressivamente a circulação de mosquitos capazes de transmitir essas doenças.
O método é seguro para pessoas, animais e para o meio ambiente e funciona como uma ferramenta complementar às ações de eliminação de criadouros do mosquito.
Os municípios contemplados são definidos pelo Ministério da Saúde, e a implantação ocorre em regiões selecionadas pelo CCZ.
Em Foz do Iguaçu, as liberações começaram em agosto de 2024. Ao longo de 2025, o método alcançou 50% de cobertura da área urbana do município, contribuindo para uma redução significativa nos casos de dengue.
A iniciativa é conduzida pela Fiocruz, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.
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Fonte: Franciele John
