Transporte coletivo de Foz do Iguaçu passa a contar com assento preferencial para pessoas com fibromialgia – Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu


Os ônibus do transporte coletivo de Foz do Iguaçu passam a contar com assentos preferenciais destinados a pessoas com fibromialgia. Os 107 veículos da frota foram identificados com adesivos que trazem o símbolo da condição, representado pelo laço roxo com uma borboleta, e garante a reserva dos assentos para esse público.

Nesta quarta-feira (15), representantes do Foztrans, da Viação Santa Clara (Visac) e da Associação de Fibromialgia de Foz do Iguaçu (Algifibro) estiveram no Terminal de Transporte Urbano (TTU) para aplicação dos adesivos na frota, em um ato simbólico.

Para o diretor-superintendente do Foztrans, Maxwell Lucena, a identificação também cumpre um papel informativo. “São pessoas que convivem com dores intensas e restrições de mobilidade, e que necessitam de um assento prioritário. Vivemos um momento em que, muitas vezes, as pessoas não cedem o lugar espontaneamente. Se isso ocorresse de forma natural, não seria necessária uma lei para garantir esse direito. E o símbolo da fibromialgia  precisa ser cada vez mais conhecido e respeitado”, destaca.

A Lei Federal nº 15.176/2025, que passou a vigorar em janeiro de 2026, reconhece a pessoa com fibromialgia como Pessoa com Deficiência (PcD), garantindo acesso a direitos como o atendimento prioritário e assentos preferenciais.

A presidente da Algifibro, Severina Bezerra da Silva, reforça a importância da empatia por parte da sociedade. “A fibromialgia é uma deficiência invisível. Quando solicitamos o assento preferencial, muitas vezes somos desacreditados ou ignorados. É fundamental que haja mais consciência e respeito por parte da população”, afirma. Segundo a associação, Foz do Iguaçu possui atualmente cerca de 9 mil pessoas com fibromialgia.

O gestor da Visac, Mauricio Borges, garantiu que toda a frota contará com a sinalização, que está sendo colocada, e reforçou o pedido de compreensão por parte dos passageiros. “Esperamos que a população compreenda não apenas como uma obrigação, mas também como um ato de gentileza e respeito às pessoas que convivem com essa condição”, afirma.

A fibromialgia é uma condição que provoca dores generalizadas por todo o corpo e compromete de forma significativa a qualidade de vida do paciente. Por não ter cura e não apresentar sinais visíveis, muitas vezes é negligenciada ou pouco compreendida pela sociedade.



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Fonte: Franciele John

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