Saúde alerta para possibilidade de aumento de arboviroses com o El Niño – Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu


Participação dos moradores é fundamental para evitar a proliferação do mosquito.

 

A Secretaria Municipal da Saúde (SMSA), por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), fez um alerta para a possibilidade de aumento de casos de arboviroses, como dengue e chikungunya, nos próximos meses. O alerta considera a previsão de ocorrência de El Niño, fenômeno climático que pode provocar mudanças nas condições climáticas, como aumento de chuva e temperatura, o que pode favorecer a proliferação do mosquito transmissor.

Em Foz do Iguaçu, de acordo com o último Boletim Epidemiológico da Dengue Ano Epidemiológico, divulgado nesta terça-feira (25), foram notificados 3.605 casos suspeitos de dengue, dos quais 43 foram confirmados e 3.383 descartados. Em relação à febre chikungunya, foram registradas 282 notificações de casos suspeitos, com 4 casos confirmados. Não há registros de casos de zika vírus no município.

A Coordenadora Técnica da Vigilância Ambiental, representando a Secretaria Municipal de Saúde, Renata Defante Lopes, afirma que embora os números atuais mostrem um cenário epidemiológico controlado no município, é importante intensificar todas as medidas de prevenção para evitar a ocorrência de novas epidemias de dengue. “Mais do que acompanhar os números, precisamos entender onde o risco está concentrado. O mapa de calor é uma ferramenta que nos ajuda justamente nisso: identificar os territórios que demandam maior atenção e direcionar nossas equipes e estratégias de prevenção de forma mais rápida e eficiente. A dengue exige uma vigilância contínua, mesmo quando o cenário epidemiológico é favorável”.

Nesse contexto, entram as ações públicas como vistorias, orientações, mapeamentos e uso de tecnologias, mas também é fundamental a participação da população.

Entre as principais medidas que os moradores devem adotar estão:

  • Manter o quintal limpo e livre de recipientes que possam acumular água parada;
  • Manter caixas-d’água e outros reservatórios tampados;
  • Limpar periodicamente ralos, calhas, canaletas e outros sistemas de escoamento de água;
  • Manter piscinas e cisternas limpas;
  • Evitar o acúmulo de lixo;
  • Permitir o acesso das equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para a realização de vistorias.

A população também pode contribuir com o trabalho de fiscalização. Em caso de denúncias, informações ou suspeitas de irregularidades, os canais oficiais de atendimento são o aplicativo eOuve e os telefones 156 e (45) 2105-8730.

Atenção aos sintomas

A SMSA orienta que a população fique atenta aos sinais e sintomas que podem ser:

  • Febre alta de início súbito;
  • Dor de cabeça;
  • Dor no corpo e nas articulações;
  • Manchas vermelhas pelo corpo;
  • Dor retro-orbital (atrás dos olhos);
  • Anorexia, náuseas, vômitos e diarreia, que também podem ocorrer.

 

Método Wolbito

O principal método utilizado em Foz do Iguaçu no combate às arboviroses é a tecnologia Wolbachia. Na terça-feira (25), teve início a segunda etapa do método no município, com a liberação dos mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia e ajudam a reduzir a transmissão da dengue. A soltura será realizada ao longo de 26 semanas.

Nesta segunda etapa, a tecnologia será ampliada para 28 bairros e passará a abranger 100% da área do município.

A liberação contempla os bairros Jardim Alvorada, Jardim Bourbon, Jardim Maracanã, Itaipu B, KLP, Porto Belo, Três Bandeiras, Vila Portes, Jardim Ipê, Itaipu A, Campus do Iguaçu, Jardim Lancaster, Jardim Carimã, Parque Monjolo, Porto Meira, Jardim Panorama, Jardim São Roque, Morumbi (parcial), Cidade Nova, Centro Cívico, Náutica, São Roque, Centro, Três Fronteiras, Portal da Foz, Mata Verde, Jardim Cataratas e Lote Grande.

O Método Wolbachia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que possuem a bactéria Wolbachia. Por meio da reprodução na natureza, a bactéria é transmitida aos mosquitos locais e seus descendentes passam a carregar a Wolbachia. Com isso, a tecnologia contribui para reduzir progressivamente a circulação de mosquitos capazes de transmitir essas doenças.

O método é seguro, natural e autossustentável. Os mosquitos não são transgênicos e não passam por qualquer modificação genética. A tecnologia funciona como uma ferramenta complementar às ações de combate realizadas. A iniciativa é conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Wolbito do Brasil, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.


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Fonte: Franciele John

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