Rio reforça campanha para cobertura da vacina do HPV



A Secretaria Municipal de SaĂșde do Rio de Janeiro começou nesta quinta-feira (4) uma campanha de mobilização para reforçar a vacinação, agora em dose Ășnica, contra o vĂ­rus HPV, causador do cĂąncer de colo do Ăștero e de pĂȘnis, entre outros tipos da doença. O anĂșncio de que a vacina agora passar a ser em dose Ășnica foi feito no Ășltimo dia 1Âș pela ministra da SaĂșde, NĂ­sia Trindade.

As organizaçÔes Mundial e Pan-Americana da SaĂșde comprovaram que uma dose da vacina HPV quadrivalente pode ser tĂŁo benĂ©fica quanto duas ou trĂȘs doses em ĂĄreas com alta cobertura vacinal. Seguindo orientação do MinistĂ©rio da SaĂșde, o municĂ­pio do Rio passa a aplicar o imunizante em dose Ășnica em adolescentes de 9 a 19 anos.

“O objetivo dessa campanha Ă© ampliar a cobertura vacinal contra o vĂ­rus do HPV e vacinar o maior nĂșmero de pessoas nessa faixa etĂĄria. É uma vacina que protege contra vĂĄrios tipos de cĂąncer, mas principalmente contra o cĂąncer de colo de Ăștero, mais prevalente nas mulheres. O HPV ainda Ă© uma das doenças que mais mata no municĂ­pio do Rio de Janeiro. Cerca de 700 mulheres por ano tĂȘm cĂąncer de colo do Ăștero na nossa cidade, que pode ser evitĂĄvel com a vacinação. VĂĄrios paĂ­ses jĂĄ erradicaram o HPV e aqui no Brasil tambĂ©m Ă© possĂ­vel fazer isso”, explicou o secretĂĄrio municipal de SaĂșde, Daniel Soranz.

A vacina HPV quadrivalente estĂĄ disponĂ­vel em todas as 238 clĂ­nicas da famĂ­lia e centros municipais de saĂșde espalhados por toda a cidade, alĂ©m do Super Centro Carioca de Vacinação, em Botafogo, que funciona todos os dias, das 8h Ă s 22h; e do Super Centro Carioca de Vacinação, unidade Campo Grande, localizado no ParkShoppingCampoGrande, que tambĂ©m funciona todos os dias, de acordo com o horĂĄrio de funcionamento do centro comercial; e nos dois Centros de ReferĂȘncia para ImunobiolĂłgicos Especiais (CRIE) para indicaçÔes especiais. Ao se dirigir aos postos, os responsĂĄveis devem levar a caderneta ou comprovante de vacinação da criança e do adolescente sempre que disponĂ­vel e um documento de identificação.

Segundo a secretaria municipal, estudos recentes apontam que a vacinação pode reduzir em atĂ© 87% as taxas de cĂąncer de colo do Ăștero. Nos Ășltimos 10 anos, mais de 815 mil pessoas tomaram pelo menos a primeira dose da vacina na cidade, no entanto, atingir a meta de 80% de cobertura ainda Ă© um desafio. No municĂ­pio do Rio, 74% das meninas tomaram ao menos uma dose da vacina e apenas 48% dos meninos foram vacinados.

“AlĂ©m do benefĂ­cio individual para a saĂșde, a vacinação contra o HPV tambĂ©m reduz o impacto social e econĂŽmico dos tratamentos de cĂąncer e outras complicaçÔes relacionadas ao vĂ­rus. Segundo o Instituto Nacional do CĂąncer (INCA), 17 mil novos casos de cĂąncer de colo do Ăștero sĂŁo diagnosticados por ano no paĂ­s, com 7 mil Ăłbitos anuais”, informou a pasta.

A neoplasia de colo de Ăștero Ă© o quarto tipo de cĂąncer que mais atinge mulheres no mundo. Desde 2014, a vacina HPV quadrivalente Ă© oferecida gratuitamente pelo SUS para adolescentes atĂ© 19 anos. O imunizante atua na prevenção de lesĂ”es genitais prĂ©-cancerosas de colo de Ăștero e contra as verrugas genitais em mulheres e homens, estimulando o organismo a produzir anticorpos que vĂŁo agir contra o vĂ­rus, transmitido durante a relação sexual. A indicação, portanto, Ă© que a aplicação da vacina seja anterior ao inĂ­cio da vida sexual, antes do possĂ­vel contato com o vĂ­rus, por isso a faixa etĂĄria adotada pelo Programa Nacional de ImunizaçÔes. O HPV tambĂ©m pode causar cĂąncer de pĂȘnis, Ăąnus, vulva, vagina, boca e garganta.

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