Quatro pessoas seguem internadas apĂłs queda de telhado em casa de show



Quatro pessoas feridas em razĂŁo da queda do teto de uma casa de show, no Ășltimo domingo (28), em JoĂŁo Pessoa, permanecem internadas. Segundo boletim divulgado hoje (30) pelo Hospital de EmergĂȘncia e Trauma Senador Humberto Lucena, dois homens e duas mulheres apresentam quadro clĂ­nico estĂĄvel. No total, 23 homens e 23 mulheres foram atendidos. Das 46 pessoas que deram entrada na unidade, 42 jĂĄ receberam alta.

O Corpo de Bombeiros da Paraíba afirmou que a estrutura montada no local não tinha sido autorizada corporação para a realização de eventos. A festa chamada Vibe do Sagaiz foi promovida pelo cantor Gustavo Sagaiz, que se apresentava no momento do acidente.

De acordo com o tenente-coronel Tiago AragĂŁo, diretor de Atividades TĂ©cnicas do Corpo de Bombeiros, o estabelecimento jĂĄ havia sido fiscalizado, notificado e multada pela falta de um projeto de segurança contra incĂȘndios. A corporação orientou que os proprietĂĄrios seguissem a norma tĂ©cnica e elaborassem um projeto a cada evento, com montagem de estruturas temporĂĄrias, como palco e outras. A orientação que foi desrespeitada.

“Esse evento ocorreu sem o conhecimento do Corpo de Bombeiros e, portanto, de forma irregular. Quando vamos fazer um evento temporĂĄrio, uma festa, um show onde serĂŁo montadas estruturas provisĂłrias, nossa norma tĂ©cnica estabelece que se deve fazer um projeto de segurança contra incĂȘndio e pĂąnico e dar entrada no Corpo de Bombeiros com antecedĂȘncia mĂ­nima de dez dias. Depois, solicitar a vistoria. Vamos avaliar e, se estiver tudo seguro, vamos emitir o auto de vistoria para eventos temporĂĄrios. Essa edificação nĂŁo possuĂ­a essa certificação”, disse AragĂŁo.

Ainda segundo AragĂŁo, a casa de show jĂĄ havia sido multada em R$ 4 mil em razĂŁo do descumprimento da norma.

“O Corpo de Bombeiros fiscalizou, notificou em dezembro e, em cada evento, o proprietĂĄrio foi orientado a fazer o projeto de segurança contra incĂȘndio e solicitar uma vistoria tĂ©cnica. Quem deveria manter contato com o Corpo de Bombeiros, submeter o projeto a anĂĄlise e solicitar vistoria era o proprietĂĄrio”, afirmou.

Por meio de suas redes sociais, o cantor Sagaiz disse que a estrutura que desabou era da casa de show, e que a situação só não foi mais grave porque outra estrutura de palco, levada pelo próprio cantor. impediu.

“Agora vamos aguardar as investigaçÔes da polĂ­cia e do bombeiro! SĂł queria deixar claro que nĂŁo foi a estrutura de palco que caiu
A estrutura de palco salvou as vidas que lĂĄ estavam. O que caiu foi o teto da casa de show. Todos nĂłs queremos um posicionamento da casa de show”, disse. “A gente contratou um dos locais mais caros de JoĂŁo Pessoa! Sem palavras! Meus amigos estĂŁo no hospital”, escreveu.

As pĂĄginas de rede sociais da casa de show UP Garden, local do evento, foram excluĂ­das. O MinistĂ©rio PĂșblico da ParaĂ­ba (MPPB) informou que determinou uma sĂ©rie de diligĂȘncias a fim de apurar as condiçÔes do desabamento da estrutura da casa de shows.

Segundo a promotora de Justiça, ClĂĄudia Cabral Cavalcante, que atua no caso, foram solicitadas informaçÔes ao Corpo de Bombeiros, Ă  SuperintendĂȘncia de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e Ă  prefeitura de JoĂŁo Pessoa.

“Com relação Ă  responsabilidade solidĂĄria entre a casa de show e o contratante realizador do evento, expedimos notificação aos responsĂĄveis pelo empreendimento para que suspendam imediatamente todas as atividades no local, bem como apresentem todas as licenças e autorizaçÔes para funcionamento com segurança e observĂąncia das normas tĂ©cnicas que esse tipo de atividade exige. E, de igual forma, notificamos os responsĂĄveis pelo evento para que informem sobre a apresentação ao Corpo de Bombeiros do projeto de segurança contra incĂȘndio e pĂąnico, relativo Ă  montagem do palco, conforme exige a norma tĂ©cnica. TambĂ©m requisitamos o contrato firmado com os realizadores do show, justamente para avaliar a responsabilidade solidĂĄria entre ambos”, disse ClĂĄudia Cabral.

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