Projeto da Assistência Social transforma trajetória de acolhido e abre portas para o mercado de trabalho – Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu


Paulo formalizou o cadastro no MEI nesta quinta-feira (30).

 

 

“É o recomeço!” É assim que Paulo Henrique Rosa de Souza define a conquista de se tornar microempreendedor individual (MEI). Acompanhado pela equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, ele foi atendido nesta quinta-feira (30) na Central do Empreendedor, onde formalizou sua atividade profissional.

Paulo é acolhido da Casa de Passagem II, em Foz do Iguaçu, e foi nesse espaço que sua trajetória começou a mudar. Segundo o Chefe da Divisão de Proteção Social Especial de Alta Complexidade da Assistência Social, Eliseu da Silva Lopes, Paulo chegou à unidade em janeiro deste ano.

“O senhor Paulo veio da cidade de São Paulo e ficou em situação de rua aqui no município. Na Casa de Passagem II, nós o incluímos no projeto Ambiência Participativa, no qual valorizamos os saberes, os conhecimentos e as habilidades dessas pessoas para contribuir com o espaço público, reforçando a sensação de pertencimento. Assim, conseguimos identificar potencialidades e direcioná-las para o mercado de trabalho e para cursos profissionalizantes”, explica.

O projeto Ambiência Participativa envolve atividades como pintura de ambientes, organização de espaços internos, limpeza de áreas externas, jardinagem e pequenos serviços de manutenção nos espaços coletivos da Casa de Passagem e de outros equipamentos da Assistência Social. A participação dos acolhidos é sempre voluntária.

Paulo relembra quando foi acolhido. “Quando vim para Foz do Iguaçu procurei emprego, mas não conseguia. Acabei ficando na rua e fazia alguns bicos. Quando cheguei à Casa de Passagem II, me ofereci para pintar a casa e fiz”.

Além da participação no projeto, ele recebe acompanhamento das equipes da Saúde e da Assistência Social, que também auxiliaram na regularização da sua documentação.

“Agora estamos na etapa de abertura do MEI e da inclusão dele no programa Repara Foz, para que possa acessar o mercado de trabalho formal. Nosso objetivo é acompanhá-lo até que tenha acesso a uma moradia e consiga viver de forma autônoma. Muitas pessoas em situação de rua carregam um histórico de grande vulnerabilidade, violações de direitos, uso de substâncias e, muitas vezes, falta de informação e oportunidades. Por isso, esse apoio do município é essencial para que consigam reconstruir suas vidas”, afirma Eliseu.

Após a formalização do MEI, a equipe da Central do Empreendedor realizou o cadastro dele no programa Repara Foz, que contrata prestadores de serviços para a execução de pequenos reparos e manutenções em prédios públicos.

“Esse é um ponto de partida muito importante para a vida do Paulo. Agora, ele passa a ter uma identidade profissional. Aqui na Central do Empreendedor fazemos a abertura do CNPJ, orientamos sobre essa nova etapa da vida profissional, oferecemos cursos e, principalmente, promovemos a inclusão no Repara Foz, permitindo que ele coloque seus conhecimentos e habilidades a serviço dos órgãos públicos do município”, destaca a diretora de Empreendedorismo da Central do Empreendedor, Edna Rubio.

A diretora ressalta ainda a importância da integração entre as secretarias municipais para chegar até esse momento. “A Prefeitura é uma só, e as secretarias funcionam como uma engrenagem para que todo o município avance. A Assistência Social realizou um trabalho fundamental de acolhimento, resgate da autoestima e valorização das capacidades do seu Paulo. À Central do Empreendedor cabe dar continuidade a esse processo, com toda a formalização do negócio e a inserção dele no Repara Foz, possibilitando sua entrada no mercado de trabalho como prestador de serviços para o município.”

Agora formalizado, Paulo olha para o futuro com esperança e gratidão.

“Eu agradeço a Deus e a eles também. Foi Deus que colocou essas pessoas no meu caminho. É difícil alguém dar crédito para quem não conhece. Hoje sinto emoção, sinto felicidade. Depois de tudo o que passei, só tenho a agradecer. A gente tem que confiar, não desanimar, lutar e seguir em frente. Isso foi uma coisa muito importante na minha vida.”


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Fonte: Franciele John

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