Orquestra e Coro participam de missa na Catedral Nossa Senhora de Guadalupe neste domingo
Apresentação integra a programação dos 400 anos da Missão Jesuítica Santa María del Iguazú, que terá feira de artesanato indígena, música e danças no Mercado Público Barrageiro.

O Festival Missioneiro dos 400 anos da Missão Jesuítica Santa María del Iguazú terá uma programação especial neste domingo (8), em Foz do Iguaçu. Uma das novidades é a participação da Orquestra e Coro da Capela Musical do Museu de Arte Jesuítico-Guarani São Inácio Miní, que integrará a celebração da missa solene na Catedral Nossa Senhora de Guadalupe, a partir das 10h.
Durante a celebração, os músicos executarão repertório religioso e obras da tradição musical missioneira, ampliando a participação do grupo nas atividades comemorativas. Posteriormente, a orquestra também estará no Mercado Público Barrageiro, onde acontece a programação cultural do festival, das 11h às 21h.
Feira de artesanato indígena é destaque no Mercado Público Barrageiro
O domingo terá como destaque a feira de artesanato indígena, com peças produzidas manualmente por representantes dos povos originários. O espaço reúne trabalhos que expressam conhecimentos tradicionais, identidade cultural e a relação das comunidades indígenas com seus territórios.
A programação inclui ainda apresentações musicais, danças latinas e o espetáculo Chorando em Guaraní, além de atividades que aproximam o público da história e das manifestações culturais das Três Fronteiras.
A Orquestra e Coro da Capela Musical também retorna ao palco do Mercado Público Barrageiro às 18h, em mais uma apresentação aberta ao público.
Serviço: programação deste domingo (8)
- 10h: missa solene com a Orquestra e Coro da Capela Musical, na Catedral Nossa Senhora de Guadalupe.
- 11h às 21h: feira de artesanato indígena, música, danças latinas e o espetáculo Chorando em Guaraní, no Mercado Público Barrageiro.
- 18h: nova apresentação da Orquestra e Coro da Capela Musical no palco do Mercado Público Barrageiro.
- Entrada: gratuita.
400 anos da Missão Jesuítica Santa María del Iguazú
O Festival Missioneiro celebra os 400 anos da Missão Jesuítica Santa María del Iguazú e reúne representantes do Brasil, Paraguai e Argentina em torno da história, da cultura e do turismo regional. A iniciativa busca valorizar o patrimônio histórico missioneiro e fortalecer os vínculos culturais entre os três países.
Com entrada gratuita, o evento é uma oportunidade para conhecer mais sobre as raízes históricas da região, prestigiar o artesanato indígena e vivenciar apresentações artísticas que representam a diversidade cultural das Três Fronteiras.
Sábado teve exposições, debates e música missioneira
O primeiro dia do Festival Missioneiro, realizado neste sábado (7), foi marcado pela abertura da Feira de Artesanato Indígena e de duas exposições: “Caminhos de Guairacá” e “A Itaipu e a Questão Ava Guarani: Visibilidade e Reparação”.
A programação também promoveu uma roda de conversa sobre as Missões Jesuíticas Guarani no Território Trinacional do Iguaçu, reunindo pesquisadores e especialistas para discutir a trajetória histórica da Missão de Santa María del Iguazú e o turismo como vetor de desenvolvimento econômico local nas antigas missões paraguaias, e continua hoje (8).
A cerimônia oficial de abertura foi seguida pela apresentação da Orquestra e Coro da Capela Musical do Museu de Arte Jesuítico-Guarani de San Ignacio Guazú, na Argentina, que levou ao público um repertório ligado à tradição musical missioneira.

Durante a abertura, o líder religioso da Mesquita de Foz do Iguaçu, Sheikh Oussama El Zahed, destacou o significado do encontro entre diferentes culturas e tradições. “A diversidade cultural, religiosa e étnica representa um belo exemplo da capacidade humana de conviver, respeitar e cooperar uns com os outros.”

Gloria Juweyenki Martínez, liderança da comunidade indígena de Ciudad del Este, no Paraguai, também ressaltou a importância do convite e da participação dos povos originários no festival. Ela afirmou que a comunidade ficou muito feliz por integrar um evento que resgata a história dos antepassados e dos povos que habitavam a região. Também destacou o “reconhecimento proporcionado pela oportunidade de apresentar o artesanato produzido manualmente, valorizando a qualidade e a beleza das peças. Ficamos muito contentes”.
Imagens: Divulgação Festival Missioneiro