Dino libera repasse de emendas parlamentares para 9 entidades


O ministro Flavio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (4) liberar o pagamento de emendas parlamentares a nove entidades, todas ligadas Ă s ĂĄreas de saĂșde, pesquisa e educação.

Na segunda, Dino havia suspendido os repasses a duas entidades: Associação MoriĂĄ e Programando o Futuro. Em nova decisĂŁo nesta terça, o ministro ressaltou que as duas permanecem com os recursos bloqueados, mas que outras nove organizaçÔes nĂŁo tĂȘm impedimento para receber o dinheiro.

O ministro afirmou que, em relação a sete entidades, “nĂŁo existe, no atual momento, impedimento de repasses de emendas pelos ministĂ©rios setoriais”. A decisĂŁo foi tomada com base em relatĂłrio da Controladoria-Geral da UniĂŁo (CGU).

SĂŁo elas:  Avante Brasil, Eventos, Capacitação, Projetos CientĂ­ficos e de Inovação TecnolĂłgica; Fundação Faculdade de Medicina; Fundação de Empreendimentos CientĂ­ficos e TecnolĂłgicos (Finatec); Irmandade da Santa Casa da MisericĂłrdia de Santos; Instituto PrĂĄxis de Educação, Cultura e AssistĂȘncia Social; Instituto do CĂąncer de Londrina; Instituto de Incubação e Aceleração.

No caso de outras duas entidades – Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco e Instituto BR Arte – a CGU fez recomendaçÔes pelo “aperfeiçoamento” de seus sites de transparĂȘncia, mas que isso nĂŁo impediria o recebimento de emendas por elas.

Os bloqueios e as liberaçÔes fazem parte de uma determinação de Dino para que haja mais transparĂȘncia e critĂ©rios mais claros na distribuição de emendas parlamentares – fatias do orçamento cuja aplicação Ă© determinada por deputados e senadores.

Desde dezembro de 2022 o Supremo considera inconstitucionais emendas parlamentares que nĂŁo atendam a critĂ©rios mĂ­nimos de transparĂȘncia e rastreabilidade. 

No ano passado, o PSOL apontou ao Supremo que algumas determinaçÔes do tribunal nĂŁo estavam sendo atendidas. Os parlamentares estariam utilizando outras modalidades de emendas para viabilizar o que ficou apelidado de “orçamento secreto”, indicou a legenda.

Dino determinou em agosto a suspensão das emendas suspeitas e decidiu que os repasses somente seriam liberados conforme fossem atendidos os critérios determinados pelo Supremo.

O ministro também determinou que a CGU auditasse os repasses dos parlamentares por meio das emendas do orçamento secreto.

A liberação ou não das emendas parlamentares tem impacto em votaçÔes no Congresso, por exemplo, uma vez que tais repasses servem como instrumento de negociação política na relação entre os poderes Executivo e Legislativo.

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