Câmara de Foz exige do DNIT laudos sobre a estrutura da Ponte da Amizade — Câmara Municipal de Foz do Iguaçu


A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu (CMFI) protocolou, em setembro de 2025, o Requerimento nº 629/2025 ao supervisor da Unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Foz do Iguaçu. O documento solicita laudos técnicos atualizados, histórico de inspeções, capacidade de carga, cronograma de manutenções e estudos sobre os desgastes provocados pelo intenso fluxo de veículos pesados na Ponte Internacional da Amizade (PIA). O pedido, no entanto, segue sem resposta oficial, e o incêndio registrado na última semana nos dutos de fibra óptica da estrutura reforça a necessidade de transparência sobre a segurança do principal corredor entre Brasil e Paraguai.

Embora as autoridades afirmem que o fogo não comprometeu a ponte, o Legislativo iguaçuense considera insuficientes declarações desacompanhadas de evidências. Pois, a Ponte tem mais de 60 anos e recebe dezenas de milhares de veículos por dia. A população precisa saber se houve apenas inspeção visual ou ensaios técnicos de concreto, armaduras, juntas e apoios, além dos impactos do calor. Essas respostas precisam ser públicas, independentemente do incidente.

O fato de ainda não ter recebido resposta ao requerimento fere o direito à transparência sobre um patrimônio estratégico. Apesar de a rodovia estar concedida à EPR, o parlamentar reforça que a responsabilidade institucional pela ponte é do Governo Federal, por meio do DNIT, que deve prestar esclarecimentos técnicos e garantir a segurança estrutural.

A atuação não se restringe ao lado brasileiro e, por isso, um ofício também será enviado às autoridades paraguaias solicitando as avaliações realizadas no país vizinho, já que a ponte é binacional e vital para o comércio, o turismo e a integração da região Trinacional. O objetivo não é alarmar, mas transmitir segurança – e isso só ocorrerá com laudos especializados e total transparência. O autor do requerimento comprometeu-se a acompanhar o caso, cobrar providências e manter a população informada sobre os desdobramentos, sempre com base em evidências técnicas.

 



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