Exposição será aberta ao público em breve.
A exposição museológica de Harry Schinke vai ganhar um novo espaço. Após três anos no Porão da Memória, localizado no subsolo da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, a coleção está sendo transferida para a Estação Cultural Haroldo Alvarenga, na Praça Getúlio Vargas. Em breve, a visitação será aberta gratuitamente à comunidade e aos turistas.
A transferência da coleção foi definida em conjunto pela Fundação Cultural e pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Cepac). A decisão levou em consideração o fato de o novo espaço ser mais amplo e adequado para receber o público. Além disso, o local onde a exposição estava instalada passará por um processo de revitalização.
A exposição reúne objetos que pertenceram a Harry Schinke, entre eles coleções ligadas à área farmacêutica, fotografia e utensílios domésticos. O projeto é resultado de uma parceria entre a UNILA, a Fundação Cultural e o Cepac para preservar parte da história de Foz do Iguaçu.
A diretora-presidente da Fundação Cultural, Patricia Iunovich, afirma que a mudança de espaço garantirá mais conforto aos visitantes e anunciou uma novidade para ocupação do Porão da Memória. “Está prevista a revitalização do local, onde funcionava o antigo Fórum da cidade, para a exploração de uma visita guiada até à antiga cadeia, onde estão as celas. A ideia é criar um boulevard no entorno para essa visitação”, revelou.
O coordenador do projeto Pedro Louvain, do CEPAC, explica que a cidade vai ganhar de presente duas exposições museológicas. “Será uma exposição dedicada à vida de Harry Shinke, na Estação Cultural Haroldo Alvarenga, e outra dedicada à história do antigo Fórum de Justiça, no Porão da Memória”.
Para o diretor de Cultura, da Fundação Cultural, Sérgio Teixeira, esse é o primeiro passo para a recuperação de um patrimônio histórico. “O antigo Fórum da cidade é um bem imensurável para a cultura de Foz do Iguaçu. A nossa população e os visitantes vão poder conhecer um pouco mais da história da fronteira e um local totalmente revitalizado”, concluiu.
As datas de abertura das exposições para visitação serão divulgadas pelos canais oficiais da Prefeitura de Foz do Iguaçu e da Fundação Cultural.
Quem foi Harry Schinke
O alemão Harry Schinke escolheu, inicialmente, Joinville, em Santa Catarina, para morar. Anos depois, na década de 1920, mudou-se para Foz do Iguaçu, onde abriu uma casa de profilaxia e se tornou o primeiro farmacêutico do município.
Ao longo da vida, dedicou-se também à fotografia como hobby, registrando momentos importantes da história da fronteira. Schinke também atuou no turismo, transportando visitantes do aeroporto Gresfi até as Cataratas do Iguaçu.
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Fonte: Franciele John
