Programação deste sábado contou com oficinas de marcadores de páginas, encadernação, confecção de minilivros e escrita criativa.
A 21ª Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu – Festival Literário também é um convite para descobrir novas habilidades e hobbies. Neste sábado (5), quatro oficinas do Programa Foz Fazendo Arte atraíram crianças, jovens e adultos para aprender a fazer marcadores de páginas, encadernação, confecção de minilivros e escrita criativa.
As oficinas permitem aos visitantes vivenciarem a Feira de um forma ainda mais especial. Em vez de apenas conhecer o resultado final de um livro, o público tem a oportunidade de descobrir etapas de sua produção, criar objetos relacionados à leitura e até iniciar suas próprias histórias. É uma forma de promover e fortalecer o amor pela literatura.
A arte-educadora Eliane Vogado ensinou a fazer marca-páginas com a técnica de bordado no papel. Ela explica que a atividade é simples e permite aproximar diferentes públicos da técnica. “Eles vão bordar no papel, é uma técnica que está bem em alta agora. Aí você borda, lê, se envolve mais com a literatura”, destaca. Segundo ela, a atividade permite que crianças, adultos e idosos tenham contato com o bordado e produzam seus próprios marcadores de página.
A ideia conquistou a estudante Amanda Golindano Veles, de nove anos. Ela escolheu criar um marcador com desenho de coração. “Eu vou fazer bem colorido”, conta. Amanda também escolheu um livro na Feira com um significado especial: ela levou para casa uma obra para bebês, pois a mãe está esperando um filho. “Eu ainda tenho que ler para ela”, diz.
Outra participante da oficina foi a fotógrafa Kharolyne Holler, uma apaixonada por artes manuais. “Eu gosto de tudo relacionado à arte. Adoro colecionar marca-páginas também. Aqui, eu escolhi fazer um de folhas com cores neutras”, conta.
Já na oficina ministrada pela jornalista e escritora Daniela Valente, os participantes confeccionam minilivros. Além de ser uma forma de incentivar a escrita e a criação de histórias. “Eu descobri que não sou só eu que sou apaixonada por miniaturas, as pessoas adoram. A ideia aqui é fazer um minilivro para que você comece também a sua história. E também já conhecem um pouco da produção dos livros”, explica a instrutora.
O assessor de imprensa Paulo Eduardo Garcia participou da oficina. Para ele, a experiência ajuda a desconstruir a ideia de que a escrita e a publicação são processos distantes do público. “Está sendo uma experiência diferente. É um pouco desafiador, sim, tem uma técnica de dobradura, mas lembra muito a feitura da fanzine, que é um tipo de publicação que eu já conhecia. Mas é um incentivo interessante para a publicação e para a escrita. Tira um pouco daquele mito da escrita como algo inacessível. Torna a tarefa da escrita mais democrática e torna possível a publicação das próprias histórias.”
A Mariana Pães Aragão, com apenas 5 anos, era uma das participantes mais jovens, mas estava dedicada. “A gente vai fazer livros”, diz. Ela também afirmou que vai escrever uma história no seu minilivro.
A oficina de encadernação chamou a atenção da estudante de Biotecnologia Victoria Mary Leon, de 28 anos. Ela participou da atividade ao lado da mãe e aprovou a experiência. “Minha mãe às vezes se perde, mas a gente está se encontrando. Está muito legal”, brinca.
A designer Isabela Souza da Silva, de 25 anos, também escolheu a oficina de encadernação. Sem experiência anterior com a técnica, ela considerou o primeiro contato um desafio, mas já pensa em continuar a prática. “Tudo que dá para aprender de manual eu gosto de fazer. Quero fazer vários cadernos em casa”, conta.
A professora Simone Lotero afirma que está apresentando aos participantes os passos iniciais da técnica. “Como furar, fazer os nós, passar a linha. Ela é muito usada para quem gosta de escrever, faz seus próprios blocos e customiza conforme desejar, muito usada na escrita criativa. Esse é o ponto inicial e depois só evolui.”
A 21ª Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu segue neste domingo (6), na Praça da Paz, com programação gratuita para toda a família.
Confira a programação deste domingo (6)
(pode haver pequenas alterações caso seja necessário):
Palco
05/09 (sábado)
06/09 (domingo)
10h – Apresentação teatral do programa Foz Fazendo Arte
11h – Apresentação circense – Troupe Luz da Lua
Show 3º do Plural
12h – Show Spartaco Avelar e Banda
13h – Show Samba de Boemia
14h – Apresentação Folclore Popular Infantil para toda a Família
17h – Contação de história – As Aventuras do Pequeno Sonhador
18h – Apresentação SDS Cia Teatral
19h – Palestra Escritor Tino Freitas
21h – Banda João & Os Bons Jovens
Estande Fundação Cultural
Troca de livros: das 10h às 12h e das 14h às 17h
06/09 (domingo)
9h – Contação de história e atividade lúdica
Pintura facial
Oficina de canto coletivo
10h – Oficina de confecção de mini livros
11h – Oficina de circo
14h – Oficina de confecção de zines
Pintura facial
15h – Oficina de confecção de zines
16h – Oficina de colagem de cartaz
17h – Oficina criativa de escrita “Tela Azul”
Estande Lançamento de Livros
06/09 (domingo)
9h – Lavinia Raquel Martins
10h – Rosangela Pedro
11h – Carlos Cezare
13h – Heidy de Lirio
14h – Lhaissa Andria
15h – Claudio da Costa Lima
16h – Jorgelina Ivana Tallei
17h – Carlos Cezare
Homenageada e embaixador
A homenageada desta edição da Feira é a autora Ruth Rocha, um dos principais nomes da literatura infantojuvenil do país. E o embaixador honorífico do evento é o professor, escritor, pesquisador e servidor público efetivo Waldson de Almeida Dias. O título, oficializado por meio de portaria do Município, reconhece a trajetória de Waldson e sua contribuição para a cultura, a literatura, a formação de leitores e, especialmente, para a história da Feira do Livro de Foz do Iguaçu.
O evento é organizado pela Prefeitura de Foz do Iguaçu e pela Fundação Cultural, com apoio do Itaipu Parquetec, do Marco das 3 Fronteiras e da Associação Onças do Bem.
Observação: crianças e adolescentes de até 17 anos não poderão participar da Feira desacompanhados de seus responsáveis.


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Fonte: Franciele John
