Vermelho se reúne com Receita Federal para tentar barrar mudança na rota de ônibus em Foz

Deputado federal levará ao órgão federal os impactos negativos da Portaria 299, que direciona ônibus interestaduais para a região central da cidade, causando prejuízos à cidade e aos turistas.

O deputado federal Vermelho (PL-PR) terá uma audiência com representantes da Receita Federal nesta terça-feira (11), às 15 horas, para tratar da Portaria ALF/Foz do Iguaçu nº 299, de 15 de julho de 2026, que estabelece novas exigências para a circulação de ônibus de transporte rodoviário de passageiros em Foz do Iguaçu.

A medida determina que os ônibus interestaduais que estejam na Rodoviária deixem de seguir diretamente em direção à BR-277 e passem a utilizar a Avenida Costa e Silva, no sentido centro, até o cruzamento com a Avenida Rosa Cirilo de Castro. A portaria estava prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto, mas sua implementação foi transferida para 15 de agosto.

Vermelho considera a alteração prejudicial à mobilidade urbana e defende que a Receita Federal encontre uma alternativa que permita a fiscalização sem provocar impactos no trânsito da cidade. No ofício encaminhado ao secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Sakiyama Barreirinhas, o parlamentar afirma que a mudança deverá aumentar a circulação de veículos pesados na região central de Foz do Iguaçu.

Segundo o deputado, além de aumentar o fluxo de ônibus em vias urbanas de grande circulação, a medida pode agravar um trânsito que já enfrenta dificuldades, especialmente nos horários de maior movimento. Para Vermelho, o deslocamento de veículos interestaduais para a região central contraria a lógica do planejamento urbano, que deve priorizar a ligação dos terminais rodoviários com as rodovias e evitar a concentração desnecessária de veículos pesados dentro da área urbana.

Outro ponto questionado pelo parlamentar é a ausência de diálogo prévio com o município. No documento, Vermelho argumenta que os municípios possuem competência para gerir, operar e fiscalizar o trânsito em suas vias urbanas e defende que medidas federais capazes de produzir impactos sobre a mobilidade local sejam discutidas com a administração municipal e com a sociedade.

A preocupação também envolve o turismo e a atividade econômica de Foz do Iguaçu. “A cidade recebe diariamente ônibus interestaduais com moradores, trabalhadores e turistas, e qualquer alteração significativa na circulação desses veículos pode refletir no tempo de deslocamento e na mobilidade de quem chega ou deixa o município”, argumenta o deputado.

No ofício, Vermelho apresenta três alternativas à Receita Federal: a revogação imediata da Portaria nº 299 até que seja encontrada uma solução adequada; a instalação de um posto de fiscalização da Receita Federal dentro da Rodoviária de Foz do Iguaçu; e a abertura de um diálogo entre a Receita, a Prefeitura e entidades do setor empresarial, especialmente aquelas ligadas ao turismo.

Para Vermelho, o objetivo é conciliar a fiscalização aduaneira com o direito da população e dos visitantes a uma mobilidade urbana adequada, evitando que uma medida administrativa federal resulte em mais congestionamentos e transtornos para a cidade.