CCZ inicia pesquisa com a população sobre o Método Wolbachia – Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu


A liberação dos mosquitos está prevista para o fim do mês de agosto.

 

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) iniciou, nesta segunda-feira (10), a pesquisa pré-liberação dos Wolbitos, mosquitos que fazem parte da estratégia do Método Wolbachia. A etapa tem como objetivo avaliar o nível de conhecimento, entendimento e aceitação da população sobre a tecnologia antes do início da soltura.

Esta será a segunda vez que Foz do Iguaçu realizará a liberação de Wolbitos. A segunda etapa do projeto contempla 28 bairros e deverá beneficiar mais de 140 mil pessoas.

Antes da soltura dos mosquitos, as equipes do CCZ vêm realizando ações informativas e educativas desde maio, com o objetivo de apresentar o método à população e esclarecer dúvidas sobre a estratégia. A pesquisa pré-liberação é a última etapa desse processo.

O agente de endemias Wanderley Lima de Almeida explica que a pesquisa permite verificar se os moradores compreendem o funcionamento do método, confiam na estratégia e se sentem devidamente informados sobre a tecnologia. “A gente faz essa pesquisa com o pessoal do bairro para saber o que eles conhecem sobre esse método. É importante que a população fique informada para facilitar o desenvolvimento do trabalho”, explica.

A pesquisa será realizada nos bairros Jardim Alvorada, Jardim Bourbon, Jardim Maracanã, Itaipu B, KLP, Porto Belo, Três Bandeiras, Vila Portes, Jardim Ipê, Itaipu A, Campus do Iguaçu, Jardim Lancaster, Jardim Carimã, Parque Monjolo, Porto Meira, Jardim Panorama, Jardim São Roque, Morumbi (parcial), Cidade Nova, Centro Cívico, Náutica, São Roque, Centro, Três Fronteiras, Portal da Foz, Mata Verde, Jardim Cataratas e Lote Grande, todos contemplados na segunda etapa do projeto.

A aposentada Amélia Pereira participou da pesquisa e comentou o método. “Eu acho muito bom porque vai diminuir a dengue. Tem muitas pessoas com essa doença que eu vejo e passa por muita dificuldade. Aqui em casa nunca ninguém pegou, mas outras pessoas da minha família já pegaram”, relatou.

O repositor Felipe de Oliveira também respondeu ao questionário aplicado pelo CCZ e contou que já teve dengue duas vezes.“Ele explicou sobre a iniciativa de soltar o mosquito para prevenir a doença. É muito importante. Eu já peguei duas vezes e foi bem ruim”, afirmou.

Soltura começa em agosto

A liberação dos Wolbitos está prevista para o fim do mês de agosto e será realizada ao longo de 26 semanas. Paralelamente à soltura, terá início o monitoramento em campo para acompanhar o estabelecimento dos mosquitos com Wolbachia nas áreas de intervenção.

Na próxima quarta-feira (12), uma equipe do CCZ participará de uma capacitação necessária para o início da liberação dos mosquitos.

O Método Wolbachia é uma estratégia complementar às ações de vigilância e controle do mosquito Aedes aegypti e à eliminação de criadouros. A tecnologia utiliza mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia, que dificulta a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

O Método Wolbachia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. O método é seguro para pessoas, animais e para o meio ambiente e funciona como uma ferramenta complementar às ações de eliminação de criadouros do mosquito. Os municípios contemplados pelo método são definidos pelo Ministério da Saúde, e a implantação ocorre em regiões selecionadas pelo MS, SESA, Wolbito Brasil e Secretaria Municipal de Saúde.

Em Foz do Iguaçu, a primeira liberação foi em 2024. Ao longo de 2025, o método alcançou 50% de cobertura da área urbana do município e contribuiu para uma redução significativa nos casos de dengue. A iniciativa é conduzida pela Fiocruz, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.

Cenário epidemiológico

De acordo com o Boletim Epidemiológico da Dengue do Ano Epidemiológico 2026, Foz do Iguaçu registrou 3.465 notificações da doença. Desse total, 35 casos foram confirmados e 3.300 descartados. Até o momento, não houve registro de óbitos por dengue no município.

A participação da população, tanto no acompanhamento das ações quanto na eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti, é fundamental para o controle da doença.


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Fonte: Franciele John

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