Brasil abre ciclo do futebol de cegos com Jogos Parasul-Americanos


A quinta-feira (9) serĂĄ de estreia para o Brasil no futebol de cegos nos Jogos Parasul-Americanos, que ocorrem em Valledupar (ColĂŽmbia). A partir das 18h (horĂĄrio de BrasĂ­lia), a seleção pentacampeĂŁ mundial e paralĂ­mpica encara o PanamĂĄ em AgustĂ­n Codazzi, cidade vizinha a sede do evento, que tem transmissĂŁo ao vivo online no canal da emissora pĂșblica Señal Colombia no YouTube.

A competição inicia o ciclo do Brasil para os Jogos de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028, na modalidade. Em Paris (França), hå dois anos, os brasileiros ficaram, pela primeira vez, fora do topo do pódio no futebol de cegos. Superada pela Argentina na semifinal, a seleção levou o bronze, ao derrotar a ColÎmbia na disputa do terceiro ligar. O título ficou com os anfitriÔes franceses.

AlĂ©m da ParalimpĂ­ada, o Brasil passou em branco nos outros grandes eventos do Ășltimo ciclo. Na Copa AmĂ©rica de 2022, em CĂłrdoba (Argentina), os anfitriĂ”es foram campeĂ”es em cima da seleção brasileira. Os argentinos tambĂ©m levaram o tĂ­tulo mundial em 2025, na cidade britĂąnica de Birmingham. O time verde e amarelo foi o terceiro colocado.

O torneio do futebol de cegos nos Jogos Parasul-Americanos reĂșne Brasil, Argentina, Chile, ColĂŽmbia, PanamĂĄ e Peru. Na primeira fase, as seleçÔes duelam entre si em turno Ășnico. As duas melhores campanhas vĂŁo Ă  final e quem ficar em terceiro e quarto decide o bronze.

ApĂłs a estreia, os brasileiros encaram a ColĂŽmbia, dona da casa, na sexta-feira (10), Ă s 11h. No sĂĄbado (11), no mesmo horĂĄrio, serĂĄ o reencontro com os argentinos. No domingo (12), Ă s 20h30, os adversĂĄrios serĂŁo os chilenos. A participação na primeira fase acaba segunda-feira (12), Ă s 18h, contra os peruanos. A disputa do bronze serĂĄ Ă s 11h de quarta-feira (15), Ășltimo dia do evento. A final ocorre mais tarde, Ă s 18h.

Os Jogos Parasul-Americanos marcam a estreia de Julio Cesar Macena no comando da seleção brasileira. Ele substituiu FĂĄbio Vasconcelos, ex-goleiro de futebol de cegos (Ășnica posição em que o atleta enxerga) e treinador que foi tricampeĂŁo mundial e paralĂ­mpico a frente do Brasil.

Na campanha do bronze em Paris, Cesinha (como Ă© conhecido) era o chamador (membro da comissĂŁo tĂ©cnica que fica atrĂĄs do gol adversĂĄrio e orienta os jogadores de ataque). Em maio deste ano, o Brasil disputou os trĂȘs primeiros amistosos do novo ciclo. Todos contra a França, em SĂŁo Paulo, e com vitĂłria brasileira: duas por 2 a 0 e uma por 5 a 0.

Segue o lĂ­der

O Brasil lidera com folga o quadro de medalhas dos Jogos Parasul-Americanos. ApĂłs uma semana de disputas, a delegação verde e amarela acumula 68 pĂłdios, sendo 31 deles no topo. Houve, ainda, 25 pratas e 12 bronzes. Os brasileiros tĂȘm 20 ouros a mais que a prĂłpria ColĂŽmbia, anfitriĂŁ, que aparece em segundo lugar na lista.

Para ter dimensĂŁo da campanha, o Brasil possui, em ouros, quase o total de medalhas da ColĂŽmbia (34) e mais que Venezuela (14) e Argentina (23), que ocupam o quarto e o quinto lugares do quadro, respectivamente. O Chile, com 37 pĂłdios (10 douradas) Ă© o terceiro.

Na Ășltima quarta-feira (8), os destaques foram os esportes coletivos. As seleçÔes masculinas e femininas de goalball e vĂŽlei sentado foram, todas elas, medalhistas de ouro, mesmo sem contarem com força mĂĄxima em Valledupar.

No goalball, Ășnica modalidade paralĂ­mpica que nĂŁo Ă© uma adaptação e Ă© disputada por deficientes visuais, o Brasil foi representado pelas equipes de base. No masculino, os brasileiros foram campeĂ”es em cima da Argentina, sexta melhor do mundo no adulto, ganhando por 8 a 6. No feminino, o triunfo na final foi contra o Peru, por 5 a 4, na prorrogação.

No vÎlei sentado, como as seleçÔes principais iniciam nesta sexta-feira a participação no Campeonato Mundial da modalidade, em Hangzhou (China), o Brasil disputou os torneios em Valledupar com equipes alternativas. Mesmo assim, foi campeão nos dois naipes. O time masculino bateu a ColÎmbia por 3 sets a 0 na final, parciais de 25/19, 25/20 e 25/15. Na decisão feminina, as brasileiras fizeram 3 a 0 no Peru (25/16, 25/10 e 25/12).



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