Treinamento foi ministrado por médicos especialistas.
Foz do Iguaçu passa a contar com um centro de referência para aplicação de toxina botulínica no tratamento da espasticidade. Nesta terça-feira (7), profissionais de saúde do município e da região participaram de uma capacitação técnica para habilitação da equipe que atuará no serviço.
Os atendimentos aos pacientes dos municípios que integram a 9ª Regional de Saúde serão realizados no Centro Especializado em Reabilitação (CER IV), o que vai evitar o deslocamento até a capital do Estado. “É algo bastante inovador para o nosso município. Nossos pacientes precisavam ir até Curitiba para fazer essa aplicação, e agora esse atendimento passa a ser oferecido em Foz do Iguaçu. A aplicação da toxina é realizada por um médico, mas todo o processo conta com uma equipe multiprofissional, garantindo um cuidado integral ao paciente”, destacou a responsável pela Divisão da Pessoa com Deficiência e Saúde Mental, Renata Carvalho.
A toxina botulínica é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para uso terapêutico em crianças e adultos com espasticidade, condição caracterizada pelo aumento da rigidez muscular. “São pacientes que apresentam rigidez muscular causada pela paralisia cerebral ou por sequelas de um AVC. Esse tratamento representa um ganho importante tanto para a qualidade de vida dos pacientes quanto para o trabalho da equipe que os acompanha”, explicou a gerente de Acesso e Relações Institucionais do Laboratório Ipsen, Ana Fanger Betelli.
A aposentada Sheila Souza Arregue, avó de Matheus de 8 anos, que nasceu com paralisia cerebral e é acompanhado pelo CER IV, diz que a família tem boas expectativas em relação ao tratamento. “Essa condição não impede o Matheus de fazer nada, mas percebemos que, em alguns momentos, ele se ressente. Não esperamos uma cura, mas acreditamos que o tratamento vai melhorar muito a qualidade de vida dele, dando mais autonomia nas atividades”, afirmou.
A capacitação foi ministrada pela médica fisiatra especialista em reabilitação Chiara Crema e pelo médico ortopedista pediátrico Marcel Stathacos. “Primeiro realizamos uma capacitação teórica com toda a equipe multidisciplinar e, depois, são feitas as aplicações em alguns pacientes, permitindo que os profissionais acompanhem todo o processo na prática”, explicou Ana Fanger Betelli.


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Fonte: Franciele John
