Nesta sexta-feira (3), a atividade foi desenvolvida com alunos da Escola Municipal Rosália de Amorim Silva.
As equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizaram, nesta sexta-feira (3), uma atividade educativa com alunos da Escola Municipal Rosália de Amorim Silva, no bairro Lancaster. A iniciativa integra as ações da segunda etapa do Método Wolbachia em Foz do Iguaçu.
A atividade teve como objetivo conscientizar os estudantes sobre a importância da participação de cada cidadão no combate ao mosquito Aedes aegypti e apresentar, de forma simples e interativa, o funcionamento do Método Wolbachia.
“Estamos visitando as escolas dos bairros que receberão o Método Wolbachia para conversar com as crianças e explicar como ele funciona. Utilizamos animais de pelúcia e materiais em feltro para contar a história do método e mostrar os benefícios que ele traz para a população. De forma bem lúdica, explicamos que a Wolbachia é uma bactéria protetora, que impede a transmissão da dengue pelos mosquitos”, explica o supervisor de Educação em Saúde do CCZ, Igor Batista.
Durante a atividade, os alunos também aprenderam sobre a importância de eliminar possíveis criadouros do mosquito. O estudante Marcos Júnior Pimentel dos Santos contou o que aprendeu. “Eu aprendi que não pode deixar água parada e também não pode deixar brinquedos jogados no quintal, porque pode acumular água e virar criadouro do mosquito da dengue. E, quando encontrar um mosquito, tem que eliminar.”
A estudante Julia, de 8 anos, disse que pretende compartilhar o conhecimento com a família. “Eles vão soltar os mosquitos para eles se reproduzirem porque não transmitem dengue. Vou contar para a minha família sobre o Método Wolbachia e também que a gente precisa virar os recipientes com água parada e cuidar do quintal para evitar a dengue.”
Segundo Igor Batista, as crianças desempenham um papel fundamental na conscientização das famílias.
“A criança é um elo muito importante entre a educação e a saúde. É ela quem leva essa informação para os pais e responsáveis. Aproveitamos a atividade para reforçar os cuidados necessários com os quintais. Quando chegam em casa e incentivam a família a eliminar possíveis criadouros do mosquito, elas ajudam diretamente na prevenção da dengue”, destaca.
Nesta etapa, as ações estão concentradas na divulgação do Método Wolbachia nas regiões onde ocorrerá a liberação dos mosquitos. O projeto contemplará os bairros Jardim Alvorada, Jardim Bourbon, Jardim Maracanã, Itaipu B, KLP, Porto Belo, Três Bandeiras, Vila Portes, Jardim Ipê, Itaipu A, Campus do Iguaçu, Jardim Lancaster, Jardim Carimã, Parque Monjolo, Porto Meira, Jardim Panorama, Jardim São Roque, Morumbi (parcial), Cidade Nova, Centro Cívico, Náutica, São Roque, Centro, Três Fronteiras, Portal da Foz, Mata Verde, Jardim Cataratas e Lote Grande.
A segunda etapa do Método Wolbachia beneficiará mais de 140 mil pessoas. A liberação dos mosquitos está prevista para começar no segundo semestre deste ano.
Além das atividades nas escolas municipais e estaduais, as equipes do CCZ também realizam visitas e panfletagem para apresentar o projeto, esclarecer dúvidas da população e incentivar a participação da comunidade.
O método
O Método Wolbachia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que possuem a bactéria Wolbachia. Naturalmente presente em alguns insetos, a bactéria reduz a capacidade de transmissão de arboviroses como dengue, zika e chikungunya.
A Wolbachia é repassada aos mosquitos por meio da reprodução. Quando os Wolbitos são liberados em campo, eles se reproduzem com os mosquitos locais e seus descendentes passam a carregar essa proteção, reduzindo progressivamente a circulação de mosquitos capazes de transmitir essas doenças.
O método é seguro para pessoas, animais e para o meio ambiente e funciona como uma ferramenta complementar às ações de eliminação de criadouros do mosquito.
Os municípios contemplados são definidos pelo Ministério da Saúde, e a implantação ocorre em regiões selecionadas pelo CCZ.
Em Foz do Iguaçu, as liberações começaram em agosto de 2024. Ao longo de 2025, o método alcançou 50% de cobertura da área urbana do município, contribuindo para uma redução significativa nos casos de dengue.
A iniciativa é conduzida pela Fiocruz, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional, e operada pela Wolbito do Brasil.

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Fonte: Franciele John
