Observatório Social leva educação fiscal e cidadania à sala de aula em Foz do Iguaçu

Projeto promove noções de ética, controle social, transparência e funcionamento da gestão pública para alunos da rede municipal.

Retratar o funcionamento da sociedade e a importância da participação do cidadão, de forma lúdica e interativa, é o itinerário proposto pelo projeto Cidadão Mirim, do Observatório Social de Foz do Iguaçu. A iniciativa leva educação fiscal e cidadania às salas de aula, voltada a estudantes da rede municipal de ensino.

O projeto é realizado por meio de parceria entre o Observatório Social, a Receita Federal do Brasil e o Instituto Polo Internacional Iguassu. O objetivo é promover educação para a cidadania e formar alunos mais conscientes sobre o uso do dinheiro público e o papel do cidadão.

Com os estudantes, são trabalhados conteúdos que abrangem noções de cidadania, ética, controle social, transparência e funcionamento da gestão pública. A primeira etapa, como projeto-piloto, foi concluída na Escola Municipal Jardim Naipi, atendendo estudantes do quarto e quinto ano do ensino fundamental.

A equipe é formada por controladores sociais, professora pedagoga e coordenadora. Com os pequenos cidadãos, em encontros semanais, são realizadas atividades lúdicas e práticas, com linguagem acessível, que convergem para incentivar a participação social, a reflexão e o pensamento crítico.

“Educação fiscal é um dos principais instrumentos de que dispomos para difundir a cultura da ética e da integridade”, explica o presidente do Observatório Social em Foz, Jaime Nascimento. “E entendemos que as crianças são protagonistas de toda e qualquer mudança que pretendemos na sociedade”, acrescenta.

Desse modo, o projeto Cidadão Mirim projeta na educação o exercício e as práticas para formar pessoas socialmente conscientes, solidárias e participativas. “As crianças têm uma ação multiplicadora fascinante, podendo ampliar a mensagem em seu meio social e familiar de que todo serviço público é custeado com dinheiro da coletividade, por isso os recursos devem ser aplicados com zelo e transparência”, pontua Jaime.

Educação e cidadania

Experiência, sensibilidade e respeito aos alunos são diferenciais da equipe que realiza o projeto nas escolas. À frente desse trabalho estão a psicóloga e jornalista Isabela Collares, que possui experiência em projetos educativos para crianças e adolescentes, e a professora Eliane Nobre, que também tem certificação de educadora fiscal.

As atividades na escola são dialógicas e criativas, combinando diferentes abordagens a fim de promover a reflexão e fixar os conteúdos. O repertório inclui leitura, cinema, música, dança e confecção de trabalhos manuais, a exemplo da nota fiscal elaborada pelos próprios alunos e da feirinha.

“A proposta das atividades foi aproximar os conteúdos da realidade dos próprios alunos, que convivem com desafios muito específicos da região trinacional”, sublinha Isabela. “Tudo foi pensado de forma lúdica e criativa, mas sem perder a seriedade que envolve o tema da educação fiscal, buscando despertar desde cedo o senso crítico e a compreensão de que nossas atitudes — e até nossas omissões — impactam diretamente a vida em comunidade.”

Parceria

O apoio da Receita Federal ao projeto ocorre por meio de recursos provenientes do bazar de produtos doados pela instituição. Já a parceria do Instituto Polo Iguassu possibilita o custeio de parte da equipe.

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(AI Observatório Social em Foz do Iguaçu)